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Como já devem ter visto, estamos
lançando o e-book "MANUAL DO EDUCADOR TERAPÊUTICO"
onde a cada quinzena, um novo capítulo será
publicado e ao final do semestre um livro completo estará
pronto à disposição do educador e/ou
pai. Os mais tecnofóbicos poderão adquiri-lo
em livrarias ou através do sistema de e-comerce (mas
pelo www.ecologiahumananasescolas.com.br o custo é
zero!).
Aqui será aberto
o tema do mês março/abril: A SÍNDROME
DE BOURNOT (ou seria a depressão profissional do educador?)
SÍNDROME
DE BURNOUT
Descoberta no Brasil recentemente,
a Síndrome de Burnout está transformando a vida
dos professores. Cada vez mais apáticos, desiludidos,
frustrados profissionalmente, a síndrome provoca ausência
e distanciamento, os professores estão doentes.
A Síndrome de Burnout
atinge 25% dos professores, de acordo com uma pesquisa
realizada pela Confederação Nacional dos
Trabalhadores em Educação (CNTE).
Burnout não é stress, depressão ou
angústia, é pior, pois o professor se transforma
num robô, o que é muito grave, porque a educação
pressupõe dedicação. Essa síndrome
faz com que o trabalhador perca o sentido de sua relação
com o trabalho, de forma que nada mais importa, e qualquer
esforço parece inútil, causando uma enorme
desmotivação quando o profissional se depara
com a violência que vem atingindo as escolas, tanto
públicas quanto particulares. Essa violência,
além de atingir os professores, prejudica o desempenho
dos alunos.
Os professores, além de levarem exercícios,
correções de provas, para trabalharem em
casa, levam também os problemas e as dificuldades
de cada aluno.
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O magistério é encarado pelo
professor como uma missão que pode levar à Síndrome
de Burnout, se não for cumprida. O que os move ao sair
para o trabalho, muitas vezes, é o sentimento de obrigação.
Não vêem o resultado do seu trabalho e se sentem
impotentes ao lidar com os alunos.
CAUSAS
A Síndrome de Burnout
engloba diversos fatores, entre eles estão as dificuldades
e os problemas que cada aluno apresenta. Naquele que se envolve
com as drogas, que está se iniciando no mundo do crime
ou no outro que não aprende, pois o pai abandonou a
casa. Tem aquele que sofre com a violência doméstica,
abuso sexual. O que não pode comprar material (muitos
dos alunos depredam o material que ganham), o que briga na
rua, entre outros.
O professor quer mudar a vida do seu aluno, está comprometido
com seu futuro, mas às vezes essa vontade se torna
algo semelhante a remar contra a maré, pois, não
há interesse por parte de alguns, e aqueles que se
interessam, não absorvem por não possuírem
base.
Há, ainda, aquele que não comparece a aula para
marcar presença na Divisão de Orientação
e Proteção à Criança e ao Adolescente
(DOPCAD), por porte ilegal de arma, de drogas ou envolvimento
em assaltos.
Casos de agressão não são raros contra
alunos e, até mesmo, contra os professores. Fazem até
uma lista de quem vai apanhar, ameaçam de morte e arremessam
objetos contra os professores. Atos dessa natureza além
de provocar medo nos alunos, trazem a frustração
para os professores.
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